Arborização urbana melhora a qualidade de vida e reduz a perda de biodiversidade

Poucas cidades brasileiras possuem um gerenciamento e manejo adequado da sua cobertura arbórea. As árvores desempenham inúmeras funções ecológicas que são importantes para o homem e para a manutenção da biodiversidade, principalmente quando estamos falando de grandes centros urbanos.
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Goiânia, com 328 espécies é a cidade mais arborizada do país. Foto: Mantovani Fernandes
No Brasil, o planejamento da arborização urbana tem comumente adotado 12m² de área verde por habitante como sendo o valor mínimo ideal para proporcionar melhor qualidade de vida para a população. Na Alemanha esse índice é de 13m² por habitante, enquanto que a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana recomenda 15m² por habitante. Dentre seus benefícios, as árvores promovem bem-estar social e psicológico, fornecem sombra, amenizam o calor e a poluição sonora, proporcionam efeito estético e preservam a fauna silvestre.
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Parque Cesamar em Palmas/TO, área de lazer e turismo.  Foto: Richard Antônio. 

Recomendações para escolha das espécies na arborização urbana

Arborizar não é simplesmente sair plantando árvores. Como o ambiente urbano é planejado para atender as necessidades do homem, os critérios de arborização devem ser definidos cuidadosamente através da elaboração de um plano de arborização urbana. As espécies arbóreas e locais de plantio devem apresentar valor funcional, estético e ecológico, proporcionando desta forma, bem estar social e promovendo a manutenção da biodiversidade.

Antes de definir as espécies a serem plantadas deve-se observar qual é o local que necessita ser arborizado. Em área urbana, esta observação muito importante, pois é ela que definirá se o local está apto a receber o plantio e qual espécie será mais adequada. Além dos fatores funcionais, estéticos e ecológicos, as espécies arbóreas devem ser seguras para o homem, devendo ser evitadas a introdução de espécies que possam provocar algum tipo de acidente ou danos a equipamentos públicos ou privados.
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Plantio inadequado gerando dano na calçada.
No geral, em se tratando de arborização de ruas, a escolha das espécies vai depender da largura da calçada e da presença de barreiras (drenagem, rede elétrica, etc.) que possam inibir o crescimento das árvores ou serem danificadas na medida em que elas se desenvolvem. Calçadas estreitas são inadequadas para o plantio de árvores. Em calçadas mais largas, pode-se plantar espécies de pequeno, médio ou grande porte, desde que estas não interfiram na rede elétrica, drenagem, dentre outras. Para áreas maiores, como praças, parques e jardins, pode-se dar preferencias para as árvores de médio e grande porte.

Reduzindo a perda de biodiversidade

O processo de urbanização contribui diretamente para a perda de biodiversidade. Com a expansão urbana, inúmeras árvores nativas são removidas e com ela, grande parte da comunidade de fauna associada. Na maioria dos casos, a adoção da arborização dessas novas áreas é feita sem nenhum critério técnico, sendo adotadas espécies arbóreas incompatíveis com o local, inserção de espécies exóticas ou o uso de uma única espécie. Desta forma, para manutenção da biodiversidade, é importante que no planejamento da arborização urbana seja priorizada a adoção de um maior número de espécies nativas, sendo desejável que estas sejam atrativas á fauna.
Fauna associada a cobertura vegetal. Iguana, área urbana de Palmas/TO.
Pensando em plantar uma árvore em sua rua, jardim ou praça? Procure orientação antes de plantar.
Arborização urbana melhora a qualidade de vida e reduz a perda de biodiversidade Arborização urbana melhora a qualidade de vida e reduz a perda de biodiversidade Reviewed by Dianes G. Marcelino on 00:26 Rating: 5
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